terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Autenticidade / Authenticity

Num quotidiano cada vez mais marcado pela virtualidade, stress, plasticidade e relações á distância, a busca pelo autêntico ganha cada vez maior expressão.

O carácter genuíno de quem não se deixa influenciar pelas pressões da sociedade moderna tem hoje em dia um encantamento que nos conquista ao primeiro contacto.

Ao procurar experiências de contacto com as ancestrais profissões urbanas ou atividades do mundo rural encontramos a cada momento pessoas com uma riqueza de espírito que nos envolvem pela sua simplicidade, generosidade e história de vida.

Em cada recanto do seu universo existe uma história para contar, uma emoção para partilhar, um segredo para revelar.

É assim que fazem questão de receber as pessoas, sem filtros e abrindo o coração, com orgulho em mostrar o que fazem, dando o que têm e o que não têm, para que nos sintamos acolhidos como parte da sua família.

Pastores, artesãos, alfaiates, pescadores... todos ele guardiões da nossa memória coletiva, das nossas raízes culturais e do verdadeiro significado de ser uma pessoa trabalhadora e com valores.

É um bálsamo para a alma a convivência com esta autenticidade, esse contacto com as nossas origens, que nos reposiciona e desperta para o que é verdadeiramente importante.


In a daily life increasingly characterized by virtuality, stress, plasticity and relationships from a distance, the search for the authentic gains a greater expression every day.

The genuine nature of those who are not influenced by modern society’s pressures has nowadays an enchantment that conquers us at the first contact.

When looking for experiences of contact with ancient urban professions or rural world activities we find people with such a spiritual wealth that fully involve us in their simplicity, generosity and life story.

In each corner of their universe there is a story to tell, a thrill to share, a secret to reveal.

That's how they make sure they receive people, without filters and opening their heart, proud to show what they do, giving what they have and don’t have, to make us feel welcomed as part of their family.

Shepherds, craftsmen, tailors, fishermen ... all of them guardians of our collective memory, of our cultural roots and the true meaning of being a working people with personal values.

It is a balm for the soul the conviviality with this authenticity, that contact with our origins, which repositions us and awakens to what is truly important.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Compromisso individual / Individual commitment

A criação e manutenção de equipas unidas e motivadas, só são possíveis com um forte compromisso individual de todos os elementos.

A individualidade de cada um é uma mais valia para a equipa, na medida em que lhe acrescenta competências e visões diferentes, que devem ser coordenadas para formar um corpo coeso e funcional.

Este compromisso individual para com a equipa é o que diferencia um grupo de pessoas de uma equipa.

De nada adianta termos dez génios descomprometidos com a missão,  visão e estratégia da empresa, porque normalmente seguirão caminhos desalinhados do objetivo comum, criando desorganização, ruído, desmotivação e insucesso.

Deve-se, portanto, estimular o comprometimento de todos os colaboradores da empresa, envolvendo-os nela para que eles se sintam verdadeiramente parte e estejam alinhados com o trabalho conjunto que está a ser feito.

E isso não se faz com palestras, imagens na parede ou contratos simbólicos.

Eu acredito que, em exercícios devidamente focados nesta componente essencial, aumentamos o nível de comprometimento de todos perante a equipa.

Através de dinâmicas e experiências de equipa, assentes na participação ativa e com significado para todos, conseguimos elevar o compromisso individual de todos os participantes nas nossas iniciativas.

O ambiente de trabalho fica assim mais saudável, o rumo traçado é seguido com mais facilidade e os resultados melhoram visivelmente, de acordo com aquilo a que tenho vindo a assistir em experiências de trabalho anteriores.


The creation and maintenance of united and motivated teams is only possible with strong individual commitment from all its elements.

Each one’s individuality is an asset to the team, as it adds different expertise and points of view, that should be coordinated to form a cohesive and functional body.

This individual commitment to the team is the difference between a group of people and a team.

It is useless to have ten genius uncompromised with the company’s mission, vision and strategy, because they will probably follow misaligned paths from the common goal, creating disorganization, noise, discouragement and failure.

One should, therefore, stimulate the commitment of all company's collaborators, involving them in such a way that they feel truly part and are aligned with the team work that is being done.

And this isn’t done through lectures, pictures on the wall or symbolic contracts.

I believe that, in properly focused on this essential component exercises, we increase everyone’s commitment level to the team.

Through teamwork dynamics and experiences, based on active participation and meaningful for everyone, we can lift all the participants’ individual commitment in our initiatives.

Work environment gets healthier, the traced course is followed more easily followed and the results improve noticeably, according to what I have been seeing in previous work experiences.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Contar histórias / Storytelling

As histórias carregam consigo um misto de informação, sonho e mistério, que nos envolve e apaixona.

Desde pequenos gostamos de ouvir histórias e nos deixarmos levar por elas para outros universos e tempos.

O facto é que não nos esquecemos das histórias, pelo contrário, vivemo-las e mantemo-las no nosso imaginário por muitos anos, partilhando-as com os outros.

Para a minha vida profissional, contar histórias tem duas aplicações práticas.

No turismo, a arte de contar uma história que envolva as pessoas com o local que estão a visitar, que as transporte para outros tempos e as guie para novas sensações, que as faça verdadeiramente ter uma experiência de visitação inesquecível, é fundamental.

Todos os locais têm as suas histórias e cabe aos profissionais do turismo saber descobri-las e contá-las da forma que merecem, com paixão, intensidade e genuinidade, para que os turistas as levem consigo como o seu grande troféu de viagem.

No marketing e nas vendas é também uma arte saber comunicar uma marca, um produto ou serviço, através de uma história, criando relações com os consumidores, aportando valores e dando uma identidade que passa para além de uma simples transação.

Se estiverem atentos, as grandes marcas internacionais têm todas uma história para contar, fazendo a sua linha de comunicação e as suas ações girar em torno da mesma, ganhando unicidade e diferenciação.

Os novos meios digitais e os social media são, hoje em dia, plataformas que ajudam a que as histórias sejam mais dinâmicas e vividas em partilha constante de informação, envolvendo as pessoas de uma forma única, que traz seguramente benefícios para as empresas na sua relação com os atuais ou potencias clientes.

Por esse motivo, estou cada vez mais atento e procuro cada vez saber mais sobre técnicas de contar histórias, porque tenho a certeza que as irei utilizar muitas vezes, em todos os meus projetos. 


Stories carry with them a mixture of information, dream and mystery that engage and passions us.

Since small children we like to hear stories and allow them to take us to other universes and times.

The fact is that we don’t forgotten stories, on the contrary, we live them and keep them in our imaginary for many years, sharing them with others.

For my professional life, storytelling has two practical applications.

In tourism, the art of telling a story that involves people with the place they are visiting, that transports them to other times, guiding them for new sensations, which make them have a truly unforgettable visitation experience, is fundamental.

All places have their stories and it is up to the tourism professionals to know how to discover them and tell them as they deserve, with passion, intensity and authenticity, so that tourists can take them as their big trip trophy.

In marketing and sales it is also an art to communicate a brand, a product or service, through a story, creating relationships with consumers, providing values and giving an identity that goes beyond a simple transaction.

If you are attentive, big international brands all have a story to tell, making their line of communication and their actions revolve around it, gaining uniqueness and differentiation.

The new digital and social media are, nowadays, platforms that help stories to be more dynamic and experienced in permanent information sharing, involving people in a unique way, which certainly brings benefits to the companies in their relationship with existing or potential customers.

For this reason, I am increasingly aware and looking to know more about storytelling techniques, because I'm sure I will use them often, in all my projects.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Pensamento de Design / Design Thinking

Uma das grandes falácias do mundo empresarial é a de que só consegue inovar quem tem uma predisposição natural para isso, verdadeiros génios criativos que têm consigo o dom de fazer as coisas funcionar melhor, através de rasgos de visão só ao seu alcance.

A criatividade poderá, efetivamente, estar mais presente ou surgir de forma mais fluída em determinadas mentes, no entanto, pode ser trabalhada ou “ajudada”.

Sistematizar a criatividade pode parecer paradoxal, no sentido em que parece que se está a espartilhar um conceito que encerra em si mesmo particularidades como a espontaneidade, o pensamento disruptivo e a ausência de regras.

Existe no entanto uma corrente de pensamento que identifica alguma etapas e ferramentas que ajudam no processo de inovação, indo buscar algumas características das rotinas do trabalho e pensamento dos designers, aplicando-a ao desenvolvimento de novas soluções.

Pensamento de design é uma nova forma de abordar a inovação no mundo dos negócios, buscando soluções de uma forma mais próxima da origem dos problemas.

O processo de inovação é dividido em etapas, sendo que, primeiramente, importa a recolha de informações que começa com empatia, ou seja, com a compreensão de como as pessoas experimentam o mundo física, cognitiva e emocionalmente, como funcionam grupos sociais e culturas e como interagem com determinados produtos ou serviços.

Seguidamente passa-se para uma fase de desenvolvimento de ideias, com recurso a alguns mecanismos simples, que ajudam na criação de protótipos que ajudarão a aprender sobre os conceitos à medida que se interage com eles.

Numa fase final, implementam-se as ideias, tangibilizando as propostas de valor e envolvendo as pessoas com estas.

Frequentei recentemente um curso que me abriu os horizontes para esta nova realidade do mundo empresarial e me dotou de ferramentas que já tive a oportunidade de experimentar.

Sou, hoje, um grande fã desta abordagem para o desenvolvimento de negócios, estarei sempre pronto a utilizar estas técnicas nos meus futuros projetos e aconselho vivamente a que tomem contacto com o pensamento de design para os vossos negócios.


One of the great fallacies of the business world is that only those who have a natural predisposition for innovation, true creative geniuses who have a God’s gift to make things work better, through flashes of enlightenment only at their reach, can innovate.

Creativity can obviously be more present, or be more fluid, in some minds, however, it can be worked or "helped".

Systemize creativity may seem paradoxical in the sense that it looks like we are cuffing a concept which encloses in itself particularities as spontaneity, disruptive thinking and the absence of rules.

There is however a current of thought that identifies some steps and tools that help in the innovation process, getting some features from the designers work and thinking routines, and applying it to the development of new solutions.

Design thinking is a new approach to innovation in the business world, seeking solutions closer to the source of the problems.

The innovation process is divided into phases, being the first the gathering of information that begins with empathy, i.e. with the understanding of how people experience the physical, cognitive and emotional world, how they work and how cultures and social groups interact with certain products or services.

It then passes to a phase of developing ideas, using a few simple mechanisms that help in the creation of prototypes, that will help you learn about the concepts as you interact with them.

In a final phase, we implement the ideas, making the value propositions tangible and involving people with them.

I recently attended a course that opened my horizons to this new reality of the business world and endowed me with some tools that I've had the opportunity to experience.

I am, today, a big fan of this approach to business development, I will always be ready to use these techniques in my future projects and I strongly advise you to take contact design thinking for your business.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Relações humanas e afetos / Human relations and affections

As organizações são constituídas por pessoas, com toda a sua complexidade emocional, que as tornam tão especiais.

O ser humano tem uma capacidade natural para se relacionar e criar afetos, e de se superar na defesa daqueles que lhe são queridos.

Não existe nenhum esforço grande de mais para uma pessoa, quando é feito para ajudar aqueles de quem gosta.

Ao incentivarmos a criação de laços dentro da nossa organização estamos a criar elos inquebrantáveis entre as pessoas, que têm um impacto direto na forma como estes se entregam à equipa e à obtenção de resultados da mesma.

Ao fazê-lo estamos também a contribuir para a criação de uma identidade comum a todos os elementos da equipa, gerando laços de afeto também com a própria organização, fazendo com que todos se superem na defesa dos interesses da mesma.

Uma das formas de facilitar a criação de relacionamentos e afetos entre os elementos de uma organização é criar um ambiente propício através de um momento de vivência de equipa onde todos se descobrem e descobrem os outros, encontrando pontos em comum, que os unem.

O Natal é uma época do ano em que vemos este tipo de evento empresarial a ser organizado, porque as pessoas estão mentalmente mais disponíveis para deixar fluir os seus afetos e transportam o espírito natalício para as empresas.

É, portanto, uma excelente altura para promover esta criação de afetos e fomentar as relações humanas dentro da empresa.

A partir daí será muito mais fácil conseguir uma equipa unida, motivada e produtiva, capaz de vencer todos os desafios que a organização se propõe a superar.

Bom Natal!


Organizations are made up of people, with all their emotional complexity, that make them so special.

Human beings have a natural ability to relate to and create affections, and to overcome themselves in the defense of those dear to them.

There is no effort big enough for a person, when it is done to help those you care about.

When encouraging people bonding within our organization we are creating unbreakable links between people, which have a direct impact on how they deliver themselves to the team and to achieving its results.

In doing so we are also contributing to the creation of a common identity within the team, creating bonds of affection with the organization itself, making everyone overcome in the defense of the organization interests.

One of the ways to facilitate the creation of relationships and emotions among the elements of an organization is to create an enabling environment through a moment of team experience where everyone finds out and discovers the others, finding common points that unite them.

Christmas is a time of the year when we see this kind of corporate events taking place, because people are mentally more available to let their affections flow and they carry this holiday spirit to their companies.

It is, therefore, an excellent time to promote this affection creation and foster human relations within the company.

From there it will be much easier to achieve a united, motivated and productive team, able to win all the challenges that the organization sets to be overcomed.

Merry Christmas!


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Experiências de segunda geração / Second generation experiences

O desenvolvimento do conceito de experiências turísticas chegou agora à segunda geração, onde o referencial é a pessoa e os seus valores individuais, culturais e sociais, passando o sujeito (turista) a ser o protagonista.

Nestas experiências incentiva-se a cocriação, indo assim ao encontro das mais profundas expectativas do turista e às suas necessidades psicológicas.

Na segunda geração de experiências importa a função que tem a experiência para o sujeito, o seu sentido, se ele busca autorrealização, pertença ou algo diferente mas igualmente profundo nos seus valores e referências individuais. 

É este tipo de experiências, com um foco determinante nas características e motivações intrínsecas do indivíduo, que tenho promovido em projetos recentes.

Mais do que uma relação de fornecedor-cliente, o que se busca é a plena satisfação das expectativas do participante, através de uma relação de parceria e de trabalho em conjunto, para que se obtenha assim uma experiência única, memorável e irrepetível.


The development of the tourist experience concept has come to a second generation, where the person and its individual, cultural and social values are the reference, assuming the subject (tourist) the leading role.

In these experiences co-creation is encouraged, meeting, therefore, tourist’s deepest expectations and psychological needs.

In second generation experiences, the function that the experience has for the subject matters.

Its meaning, if he/she seeks auto-fulfillement, belonging or something different but equally profound in its values and individual references.

It’s this kind of experiences, with a key focus on the characteristics and intrinsic motivations of the individual, I have promoted in recent projects.

More than a provider-client relationship, what we look for is to fully satisfy the participant expectations, through a partnership relationship and team work, in order to achieve a unique, memorable and unrepeatable experience.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Competitividade e equipas de trabalho / Competitiveness and work teams

A competitividade das organizações está fortemente ligada à forma como os seus recursos humanos estão envolvidos com os objetivos destas.

Criar equipas competitivas depende de vários fatores, que quem lidera as organizações deve ter sempre presentes na sua ação.

Deve-se aferir regularmente o compromisso dos colaboradores com o projeto organizacional, o conhecimento e implicação dos componentes da equipa no projeto.

Formar um grupo onde exista corresponsabilidade, onde todos os componentes da equipa se responsabilizam pela realização do projeto organizacional, assumindo os ónus e bónus das suas ações.

Deixar bem claras as relações de interdependência, assegurando que todos os colaboradores conhecem o seu próprio trabalho e o do colega e tenham consciência que o seu trabalho depende do trabalho do outro e vice-versa.

Promover a integração, tendo a certeza de que todos os membros da equipa trabalham de forma afinada, com sólidos vínculos de trabalho, partilhando o compromisso, a responsabilidade e o gosto pelo fazer coletivo.

Estabelecer um claro compromisso com os resultados, em que todos são responsáveis e implicados no alcance das metas e na conquista dos resultados.

A minha missão, dentro da minha empresa ou quando colaboro com outras, é ajudar na criação de um ambiente favorável, com condições para o desenvolvimento de habilidades, competências e atitudes para trabalhar em equipa.


Organization’s competiveness is strongly linked to the way its human resources are involved with its objectives.

Creating competitive teams depends on several factors, which those who lead organizations must always bear in mind in their action.

Employees’ commitment with organizational design, knowledge and team members’ involvement in the project must be evaluated regularly.

Forming a group where there is co-responsibility, where all components of the team are responsible project realization, assuming the burdens and bonuses of their actions.

Making interdependence relations very clear, assuring that all employees know their own work and that of the colleague, and are aware that their job relies on the work of the other and vice versa.

Promoting integration, making sure that all team members work in tune, with solid working links, sharing the commitment, responsibility and pleasure for collective work.

Establishing a clear commitment with results, in which everyone is responsible and involved in achieving goals and conquering results.

My mission, whether in my company or while collaborating with another one, is to help in the creation of an enabling environment, with conditions for the development of skills, competences and attitudes to work as a team.