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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Competitividade e equipas de trabalho / Competitiveness and work teams

A competitividade das organizações está fortemente ligada à forma como os seus recursos humanos estão envolvidos com os objetivos destas.

Criar equipas competitivas depende de vários fatores, que quem lidera as organizações deve ter sempre presentes na sua ação.

Deve-se aferir regularmente o compromisso dos colaboradores com o projeto organizacional, o conhecimento e implicação dos componentes da equipa no projeto.

Formar um grupo onde exista corresponsabilidade, onde todos os componentes da equipa se responsabilizam pela realização do projeto organizacional, assumindo os ónus e bónus das suas ações.

Deixar bem claras as relações de interdependência, assegurando que todos os colaboradores conhecem o seu próprio trabalho e o do colega e tenham consciência que o seu trabalho depende do trabalho do outro e vice-versa.

Promover a integração, tendo a certeza de que todos os membros da equipa trabalham de forma afinada, com sólidos vínculos de trabalho, partilhando o compromisso, a responsabilidade e o gosto pelo fazer coletivo.

Estabelecer um claro compromisso com os resultados, em que todos são responsáveis e implicados no alcance das metas e na conquista dos resultados.

A minha missão, dentro da minha empresa ou quando colaboro com outras, é ajudar na criação de um ambiente favorável, com condições para o desenvolvimento de habilidades, competências e atitudes para trabalhar em equipa.


Organization’s competiveness is strongly linked to the way its human resources are involved with its objectives.

Creating competitive teams depends on several factors, which those who lead organizations must always bear in mind in their action.

Employees’ commitment with organizational design, knowledge and team members’ involvement in the project must be evaluated regularly.

Forming a group where there is co-responsibility, where all components of the team are responsible project realization, assuming the burdens and bonuses of their actions.

Making interdependence relations very clear, assuring that all employees know their own work and that of the colleague, and are aware that their job relies on the work of the other and vice versa.

Promoting integration, making sure that all team members work in tune, with solid working links, sharing the commitment, responsibility and pleasure for collective work.

Establishing a clear commitment with results, in which everyone is responsible and involved in achieving goals and conquering results.

My mission, whether in my company or while collaborating with another one, is to help in the creation of an enabling environment, with conditions for the development of skills, competences and attitudes to work as a team.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Escutar / Listening

O ruído é imenso nas empresas, dada a forte competitividade, o enorme fluxo de informação e o ritmo acelerado dos nossos tempos.

Muitas vezes somos interpelados por algum colega, que nos pergunta se estamos a ouvir, para verificar que a mensagem passou.

Nós respondemos afirmativamente, acenando com a cabeça e continuando com o que estávamos a fazer.
Pouco tempo depois, quando confrontado com essa comunicação anterior, não temos a mais vaga memória do seu conteúdo.

Não mentimos ao nosso colega, estávamos realmente a ouvir, o problema foi que não estávamos a escutar.

O que quero dizer com esta distinção de dois aparentes sinónimos, é que o ato de ouvir é um ato físico, enquanto o ato de escutar é intelectual, na medida em que processamos a informação ouvida quando escutamos, retendo a informação e agindo futuramente tendo-a em conta.

Também no marketing e vendas esta competência para escutar o nosso mercado, os nossos clientes, é fundamental.

Boa parte do sucesso das equipas de marketing e vendas vem da sensibilidade para escutar com atenção o feed-back dos seus clientes, as pistas que nos deixam para concretizar uma venda, as dicas que nos dão para ajustarmos o produto ou serviço às suas reais necessidades, as oportunidades que nos sussurram.

O caminho fica bem mais fácil quando temos esta competência de escutar bem presente dentro de nós, porque nos pode destacar num mundo empresarial cada vez mais cheio de ruído.


Noise in companies is immense, given the strong competitiveness, the huge flow of information and the rapid pace of our times.

We are often approached by colleagues, who ask us if we heard them, to verify that the message went through.

We answer affirmatively, nodding and continuing with what we were doing.

Shortly thereafter, when confronted with this previous communication, we don't have the foggiest memory of its content.

We didn’t lie to our colleagues, we really heard them, the problem was that we weren't listening.

What I mean with this distinction of two apparent synonyms, is that the action of hearing is a physical action, while the action of listening is intellectual, insofar as we process the information heard when listening, retaining the information and taking it into account for future actions.

Also in marketing and sales, this skill of listening to our market, our customers, is crucial.

Much of the marketing and sales teams success comes from this sensitivity to listen carefully to its customers feed-back, the clues they leave that allow us to achieve a sale, the hints they give to adjust the product or service to their real needs, the opportunities they whisper.

The path is a lot easier when we have this listening skill well present within us, because we can outstand in an increasingly full of noise business world.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Sair da zona de conforto / Stepping out of the comfort zone

Inconscientemente, todos nós vamos criando "almofadas" nos nossos postos de trabalho, que nos permitem dar passos seguros e minimizar as hipóteses de surpresa, de confrontação ou mudança.

Estamos confortáveis com o que temos, com o que fazemos e com a forma como nos relacionamos e por isso não temos grandes motivos para sair dessa nossa zona de conforto.

É assim que se criam relações superficiais nos grupos de trabalho, que se perde a vontade de empreender e inovar, que se torna a criatividade numa miragem.

As organizações atuais não se podem dar ao luxo de ter colaboradores acomodados, e é por isso que é importante tirarmos essas pessoas da sua zona de conforto, para que possamos estimular os seus cérebros, descobrir novas competências, pô-las mais disponíveis para apreender a nossa mensagem, deixar cair máscaras, ultrapassar barreiras e preconceitos, quebrar medos e superar obstáculos aparentemente intransponíveis.

Saindo da nossa zona de conforto estamos a ser postos perante cenários que nos fazem crescer, como indivíduos e como grupo, garantindo um aumento nos níveis de motivação e compromisso imediatamente após sermos expostos a esse cenário novo.

É bom ser incomodado, é bom ser desafiado, é bom estar desconfortável, é bom atrevermo-nos a mudar de cenário, porque só assim conseguimos crescer e inovar.


Unconsciously, we are all creating “pillows” in our jobs, that allow us to take secure steps and minimize the chances of surprise, of confrontation or change.

We are comfortable with what we have, what we do and the way we relate with others, and that's why we think we don't have reasons to get out of our comfort zone.

That's how you create superficial relations in the working groups, you lose the will to undertake and innovate, that creativity becomes a mirage.

Current organizations cannot afford to have accommodated employees, and that is why it is important to make people step out of their comfort zone, so that we can stimulate their brains, discover new skills, make them more available to absorb our message, dropping masks, overcome barriers and prejudices, break down fears and overcome seemingly insurmountable obstacles.

When leaving our comfort zone, we are being faced with scenarios that make us grow as individuals and as a group, guaranteeing an increase of motivation and commitment  levels immediately after being exposed to this new scenario.

It's good to be bothered, it's good to be challenged, it's good to be uncomfortable, it’s good to dare changing the scenario, because only then will we be able to grow and innovate.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Empreendedorismo / Entrepreneurship

Esta é provavelmente uma das palavras mais usadas no contexto empresarial em Portugal, nos últimos anos.

Existe até uma espécie de "doutrina empreendedora" que incentiva todos os jovens a terem a iniciativa de gerar o próprio emprego e criarem empresas.

A questão que levanto é: terão todos os indivíduos características pessoais para serem empreendedores, no sentido de serem criadores de um negócio próprio?

A meu ver, a resposta é não.

Essas competências podem ser trabalhadas?

Sim, podem.

Tal como podem ser trabalhadas as mesmas competências para o ato de empreender dentro da empresa: a proatividade, o compromisso, o espírito de iniciativa, a criatividade e pensamento inovador, por exemplo.

Este é um dos fatores esquecidos no discurso atual para as gerações mais jovens.

Empreender - ipsis verbis - significa intentar, levar a efeito, e não implica exclusivamente que se inicie um negócio para o fazer.

Podemos e devemos trabalhar as competências dos colaboradores de todas as idades, para incentivar o empreendedorismo dentro das organizações, para que sejam melhores profissionais e que não se acomodem nunca ao status quo.

O inconformismo, o espírito de sacrifício e a entrega total a um projeto, características intrínsecas ao empreendedorismo, têm que estar presentes na mente de todos os elementos da organização.

É isso que transforma um colaborador num super-colaborador e são estes empreendedores dentro da própria empresa que devemos cativar e incentivar, para prosperar nos negócios.

Defendo esta perspectiva de empreendedorismo interno com unhas e dentes e lanço esse repto permanentemente a todos os que comigo trabalham.


This is probably one of the most overused words in Portugal’s business context in recent years.

There is even a sort of entrepreneurial doctrine that encourages all young people to take the initiative to generate their own employment and create companies.

The question I put is: do all individuals have personal skills that qualify them to be entrepreneurs, in the sense of being creators of their own business?

In my point of view, the answer is no.

Can these competencies be worked?

Yes, they can.

As can be worked the same skills for the acts of entrepreneurship within the company: proactivity, commitment, a sense of initiative, creativity and innovative thinking, for example.

This is one of the forgotten factors in the current speech directed to younger generations.

Entrepreneur -ipsis verbis - means to intent, to implement, and does not necessarily imply starting a business of your own.

We can, and must, work employees’s skills, no matter how old they are, to encourage entrepreneurship within the organizations, so that they are top professionals and don’t accommodate to the status quo.

The nonconformity, the spirit of sacrifice and self-giving to a project, intrinsic characteristics to entrepreneurship, have to be present in the mind of all elements of the organization.

That's what transforms an employee into a super-employee and these entrepreneurs within the company are the ones that we must engage and encourage, to thrive in business.

I defend this perspective of internal entrepreneurship very passionately and launch this challenge permanently to those who work with me.


Soft skills / Soft skills

Soft skills é um termo sociológico relacionado com a inteligência emocional, que identifica as nossas competências comportamentais.

São os nossos atributos pessoais, potenciadores das nossas interações individuais, da nossa produtividade e perspetivas de carreira.

Forte ética laboral, atitude positiva, facilidade de comunicação, boa gestão de tempo, capacidade de resolução de problemas, espírito de equipa, autoconfiança, capacidade para lidar com as críticas e aprender com elas, flexibilidade, versatilidade e bons resultados sob pressão são alguns exemplos de soft skills que importa procurar e desenvolver nos colaboradores das empresas.

Gosto de desenvolver ações focadas no trabalho destas competências, porque sei que assim se fortalecem as organizações, preparando melhor os seus recursos humanos para enfrentar o mundo competitivo dos negócios.

É fundamental que os colaboradores das empresas estejam cada vez mais atentos para a necessidade de trabalhar nas suas soft skills, para que sejam mais produtivos, gerem um melhor ambiente de trabalho e se tornem vencedores em todos os projetos que estão envolvidos.

Ao longo dos anos tenho trabalhado com muitas empresas, de menor ou maior dimensão, com mais ou menos budget disponível, de vários setores de atividade, tendo obtido em todas elas um reflexo positivo do trabalho de formação comportamental desenvolvido.

São esses resultados que me motivam cada vez mais para continuar a contribuir, da maneira que sei, para a excelência nas empresas com quem colaboro.

Soft skills is a sociological term related to emotional intelligence, which identifies our behavioral skills.

They are our personal attributes, enhancers of our individual interactions, our productivity and career perspectives.

Strong work ethic, positive attitude, communication easiness, good time management, problem-solving ability, team spirit, self-confidence, ability to handle criticism and learn from it, flexibility, versatility and good results under pressure are some examples of soft skills that matter searching and developing in the company’s employees.

I like to develop actions focused on working these skills, because I know that we strengthen organizations by better preparing its human resources to face the competitive world of business.

It is essential to have the working team aware to the need of working their soft skills, so that they are more productive, generate a better work environment and become winners in all projects that they are involved in.

Over the years I have worked with many companies, smaller or larger size, with more or less available budget, from several activity sectors, having obtained each time a positive reflection of the developed behavioral training work.

These are the results that motivate me more and more to continue to contribute, the way I know how, for excellence in companies I work with.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Competências interpessoais / Interpersonal skills

As competências interpessoais são um elemento crítico para manter a tua equipa motivada e com alto rendimento.

Com um bom uso das competências interpessoais consegue-se aumentar a felicidade e compromisso dos colaboradores e aumentar a produtividade da organização.

Timothy Butler, Diretor de Programas de Desenvolvimento de Carreiras na Harvard Business School, e James Waldroop, um dos fundadores da empresa de consultoria Peregrine Partners identificaram "4 dimensões do trabalho relacional".

Após analisarem testes psicotécnicos de 7000 profissionais estes dois autores identificaram as seguintes 4 dimensões:

1 - Influência: as pessoas fortes nesta dimensão gostam de influenciar as outras, sendo muito bons a negociar e persuadir, bem como a criar redes.

2 - Facilitação interpessoal: os elementos da equipa fortes nesta dimensão estão muitas vezes nos "bastidores", sendo bons julgadores das emoções e motivações das pessoas.

3 - Criatividade relacional: as pessoas fortes nesta dimensão são mestres no uso de imagens e palavras para criar emoção, construir relacionamentos e motivar os outros a agir.

4 - Liderança de equipa: os líderes de equipa são bem sucedidos por causa das suas interações com os outros,  trabalhando "através" de outras pessoas para atingir objetivos e estão mais interessados nas pessoas e processo necessários para atingi-los.

Muitos de nós somos fortes em, pelo menos, uma destas dimensões, mas também podemos ser fortes em muitas delas ou em nenhuma.

A relevância do conhecimento destas dimensões, está em adaptar o trabalho à dimensão mais forte de cada um, aumentando a produtividade da equipa.


Interpersonal skills are a critical element to keep your team motivated and with high yield.

With a good use of interpersonal skills we can increase employess  happiness and commitment and increase the organization’s productivity.

Timothy Butler, Director of Career Development Programs at Harvard Business School, and James Waldroop, a founder of Peregrine Partners consulting firm, identified 4 dimensions of relational work.

After analyzing psychometric tests of 7000 professionals, these two authors identified the following 4 dimensions:

1- Influence: people strong in this dimension like to influence others, being very good at negotiating and persuading, as well building networks.

2- Interpersonal Facilitation: the stronger elements of the team in this dimension are often behind the scenes, being good judges of people's emotions and motivations.

3-Relational Creativity: people strong in this dimension are masters at using images and words to create excitement, build relationships and motivate others to take action.

4-Team Leadership: team leaders are successful because of their interactions with others, working through others to achieve goals and are more interested in people and processes required to achieve them.

Many of us are strong in at least one of these dimensions, but we can also be strong in many of them, or none.

The relevance of knowing these dimensions, is to adapt the work to the strongest of each employee’s dimension, increasing the team’s productivity.

Versatilidade / Versatility

Hoje em dia, um profissional dedicado tem que expandir as suas áreas de interesse, conhecimento e intervenção, se quiser ser reconhecido pela sua competência e andar sempre um passo à frente da concorrência.

O mercado está em permanente ebulição, a informação abunda e a necessidade de jogar em vários tabuleiros ao mesmo tempo é uma realidade.

Para acrescentarmos verdadeiramente valor às empresas onde prestamos serviços, temos que ter a capacidade de estar à altura do mais variado tipo de exigências que nos possam pôr à frente.

Só poderemos ser verdadeiramente bons profissionais se nos predispusermos a executar um variado leque de tarefas, mas fazendo de forma capaz, com preparação técnica.

Isso exige de nós constante formação, permanente desenvolvimento de competências técnicas e pessoais, que nos permitam estar aptos para responder ao mais variado tipo de desafios e uma multidisciplinariedade que nos permita agregar o máximo de valor às nossas empresas.

A busca desta versatilidade levou-me de uma base profissional como técnico de turismo para a vendas e relações públicas, e um posterior complemento profissional com intervenções nos domínios do marketing, gestão e escrita.

Esta versatilidade preparou-me para o mais variado tipo de desafios profissionais, mas também me deu uma visão mais clara do que ainda posso progredir, em cada uma das minhas áreas de especialidade e em novas áreas, que estão a surgir diariamente e às quais estou particularmente atento.

Neste blogue falarei sobre todas estas áreas de interesse e as que virão, sempre com a garantia de que tudo será apresentado com uma visão muito minha, que terei todo o gosto em partilhar e discutir convosco.


Nowadays, a dedicated professional has to expand his areas of interest, knowledge and intervention, if he wants to be recognized for his competence and keep one step ahead of the competition.

The market is constant boiling, information is everywhere and the need to play in multiple boards at the same time is a reality.

To add true value to the companies where we work, we have to have the ability to live up to the most varied kind of demands that anyone can put before us.

We can only be good professionals if we are willing to undertake a varied range of tasks, but making it in a capable way, with technical preparation.

This requires from us constant training, permanent technical and personal skills development, that allow us to be able to respond to the most varied challenges and a multidisciplinary that leads us to adding more and more value to our companies.

The pursuit of this versatility led me from a professional basis as a tourism technician to the sales and public relations area, and a later professional complement with interventions in the fields of marketing, management and writing.

This versatility has prepared me for the most varied type of professional challenges, but also gave me a clearer view than I have still a lot to progress, in every one of my areas of expertise and in new areas which are emerging on a daily basis and to which I am particularly attentive.

In this blog I'll discuss all of these areas of interest and the ones to come, always with the guarantee that everything will be presented with my very personal point of view, which I'm happy to share and discuss with you.