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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Turismo experiencial / Experiential tourism

Para subir na cadeia de valor, em turismo, deve-se fazer o foco nas experiências, ao invés da abordagem que tem sido comum no setor.

Começar a dar mais importância à agregação de valores ao tempo passado e à experiência vivida, ao invés do foco nas infraestruturas e serviços é fundamental para atingir determinados nichos de mercado, subindo na cadeia de valor e posicionando-se não em função do preço, mas sim pelo tema da experiência, ganhando relevância para o turista e diferenciação em relação à concorrência.

O destino turístico deverá, portanto, ser encarado como um teatro de interação, com participação na produção dos temas de experiência.

Podemos categorizar as experiências em quatro grandes grupos: “sensoriais/físicos”, “emocionais”, “intelectuais/espirituais” e “sociais”, sendo as características de uma experiência, resumidamente, as seguintes:

- O marco de referência é a pessoa

- Estruturado na nossa existência

- Através de um processo temporal

- Com uma gradação e intensidade determinadas

- Um todo independente, emocional

- Com sentido

- Que não exige nenhum compromisso

- Complexa e multidimensional

As experiências turísticas atualmente disponíveis no mercado têm como principal foco os grupos sensoriais/físicos e emocionais, mas essa é uma tendência que está já a modificar-se, pelo que vale a pena estar atento ao seu desenvolvimento.


To move up in the value chain, in tourism, our focus should be on the experience, rather than the common approach in this industry.

Giving more importance to the aggregation of values to the spent time and lived experience, instead of focusing on infrastructures and services, is fundamental to attain certain niche markets, moving up the value chain and positioning ourselves not by the price, but rather by the theme of the experience, gaining relevance for tourists and differentiating from the competition.

Tourist destinations should therefore be seen as an interaction theater, participating in the production of the experience themes.

We can categorize experiences into four major groups: "sensory/physical", "emotional", "intellectual/spiritual" and "social", being the characteristics of an experience, briefly, as follows:

-The frame of reference is the person

-Structured in our existence

-Through a time process

-With a determined intensity and gradation

-An independent, emotional, whole
-With sense

-Requiring no commitment

-Complex and multidimensional

Tourist experiences currently available on the market have primarily focus on the sensory/physical and emotional groups, but this is a trend that is already changing, for what it's worth to be attentive to its development.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Relacionamentos genuínos / Genuine relationships

O turismo cresceu tanto, e massificou-se de uma forma tal, que é comum o setor ser encarado como uma indústria.
A primeira imagem que nos vem à cabeça quando pensamos em indústria é a de linhas de montagem, produtos a sair num tapete rolante todos iguais, máquinas e padronização de processos.
A minha visão para o que deve ser o turismo aponta exatamente no sentido contrário, que é o da personalização, da partilha de uma experiência de vida, que traz consigo relacionamentos pessoais de proximidade, da criação de momentos únicos, que guardaremos com gratidão para toda a vida.
A chave das experiências de 2ª geração está precisamente aí, nas pessoas, na riqueza dos seus valores e caminho de vida, e nos relacionamentos genuínos que surgem de forma espontânea, sem guião, discursos pré-redigidos nem segundas intenções.
Ao partilhar o seu espaço e valores pessoais, quem recebe os turistas está a entregar-se verdadeiramente a quem o visita, sem barreiras ou cosmética, dando assim lugar a uma ligação pessoal que dificilmente se perderá no tempo, porque inevitavelmente sobreviverá, pelo menos naquele lugar da memória onde guardamos as coisas boas.
Estabelece-se uma relação de partilha e proximidade que é válida nos dois sentidos, porque todos se envolvem e a vivem sempre de uma forma única e verdadeira, sem artificialismos.
Por isso acho que estas experiências têm tanto valor e marcam a diferença, contribuindo para um acréscimo de qualidade e sentido para o turismo.
Tourism has grown so much, and has been massified in such a way, that is nowadays common to this sector being regarded as an industry.
The first images that come to our mind when we think about industries are assembly lines, similar products getting out on a treadmill, machinery and processes standardization.
My vision for what tourism should be points exactly towards the opposite direction, which is customization, the sharing of a lifetime experience that brings along personal proximity relationships, creating unique moments, which we will keep, gratefully, for the rest of our lives.
The key to second generation experiences is precisely there, in people, in the richness of their values and way of life, and in the genuine relationships that arise spontaneously, without script, pre-written speeches or a hidden agenda.
When sharing their space and personal values, those who receive tourists are truly giving themselves to those who visit them, without barriers or cosmetics, thus giving space to a personal connection that hardly gets lost in time because it will inevitably survive, at least in that particular place of our memory where we keep the good stuff.
A relationship of sharing and closeness, that is valid in both directions, is established, because all the participants are involved and always live this experience in a unique and real way, without artificiality.
That's why I think these experiences have huge added value and mark the difference, contributing to an increase of quality and meaning to tourism.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Economia das experiências / Experience economy

Pine e Gilmore identificam a subida na cadeia de valor de um produto ou serviço tendo em consideração três vetores: posição competitiva, preço e necessidades do consumidor.


Fonte: Adaptado de “The experience economy” (Pine / Gilmore - 1998)

Analisando o gráfico concebido por estes autores verificamos que a tendência será subir na cadeia de valor apresentando um produto cada vez mais diferenciado e com relevância para o cliente, ficando este assim disponível para pagar um preço superior.

Para melhor entender este quadro usemos o exemplo do café.

Na parte mais baixa da cadeia de valor temos os grãos de café ainda por transformar, após a sua transformação em café-bebida tornam-se mais relevantes para o cliente e mais diferenciados entre eles.

São depois servidos em cafés que introduzem o seu cunho pessoal e temos aí, no fornecimento desse serviço, mais um degrau na cadeia de valor atingido.

Para se chegar ao topo tem que se incluir algo, introduzir uma experiência de consumo, como por exemplo faz a Starbucks, com as suas lojas que são mais do que um mero café onde se vai consumir uma bebida, constituem uma experiência de consumo, tendo por isso um grau de diferenciação muito maior em relação à concorrência, estabelecendo uma ligação emocional com os seus clientes, o que que faz com que eles paguem mais pelos produtos e serviços lá consumidos.

Por isso tento fazer com que todos os meus projetos promovam experiências com alto valor acrescentado, porque são feitas de pessoas para pessoas.

Únicas, originais, genuínas e irrepetíveis.


Pine and Gilmore identify the ascent in the value chain of a product or service taking into consideration three vectors: competitive position, price and consumer needs.


Source: adapted from "The experience economy (Pine Gilmore-1998)

Analyzing the chart designed by these authors, we can see that the trend is to climb up in the value chain as higher as we present an increasingly differentiated product and with relevance to the client, getting him to pay a higher price.

To better understand this chart I will use the coffee example.

In the lowest part of the value chain we have the coffee beans to transform, after its transformation into coffee-drink it becomes more relevant to the client and more differentiated between them.

They are then served in coffee shops that introduce their personal touch and there, in the provision of this service, one more step in the value chain is hit.

To get to the top you have to include something, introduce a consumer experience, as, for instance, is done by Starbucks, with its shops that are more than just a coffee shop where you will consume a drink, they constitute a consumer experience, having, therefore, a much higher degree of differentiation from the competition, establishing an emotional connection with your customers, making them pay more for the products and services consumed there.

That is why I try to bring to all my projects high value-added experiences, because they are made from people to people.

Unique, original, genuine and unrepeatable.